Liberação da faixa de 700 MHz aumentou velocidade e tempo de uso do 4G

A liberação da faixa de 700 MHz para a disponibilização de sinal 4G pelas operadoras brasileiras trouxe avanços na experiência móvel dos usuários das principais cidades do país. É o que aponta o último relatório da Opensignal, empresa de análises móveis. As três principais operadoras do país – TIM, Claro e Vivo – passaram a utilizar a banda de 700 MHz para o 4G após o fim da TV analógica no ano passado.

De acordo com as análises da Opensignal, após a mudança, o tempo que os usuários das 10 maiores cidades brasileiras passaram conectados ao 4G aumentou em pelo menos 4%. Porto Alegre, que recentemente registrou os melhores índices de velocidade 4G na América do Sul , foi a cidade brasileira que apresentou a maior evolução na disponibilidade de sinal, ou seja, na proporção de tempo que as pessoas têm acesso à internet móvel: quase 10%.

“As licenças móveis nas faixas de 700 MHz são muito procuradas, uma vez que a frequência relativamente baixa é ideal para propagação de rede em uma área ampla. Por ser uma faixa de frequência mais baixa, ela oferece também boa penetração em edifícios e lugares fechados, o que é muito importante nas grandes cidades”, avalia Peter Boyland, analista da Opensignal.

A velocidade de download também apresentaram avanços importantes nas principais cidades do país. Manaus foi a capital que observou a maior evolução, com quase 5 Mbps a mais de velocidade em relação ao ano passado, o que representou aumento de 50%. Todas as demais cidades analisadas avançaram em 3% ou mais, com exceção de Porto Alegre, que observou uma ligeira queda na velocidade do 4G devido a um maior congestionamento das redes ocasionado pela melhora da disponibilidade de sinal.

A Opensignal também avaliou a porcentagem das medições de velocidade de download 4G na faixa de 700 MHz e constatou que o uso do espectro já é generalizado. Pelo menos 16% das análises de dados foram de usuários conectados aos 700 MHz nas 10 maiores cidades, com a maior proporção, de 27%, na capital Brasília.

(Convergência Digital)

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