Projetos Norte e Nordeste Conectado terão fases concluídas até dezembro

Visando a expansão da infraestrutura ótica em regiões com baixo nível de cobertura, a implementação dos projetos Norte e Nordeste Conectado tem apresentado avanços, reporta o Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC). Segundo o departamento de banda larga da pasta, há expectativa que o trecho no Nordeste seja concluído até o final do ano, bem como a primeira etapa da implementação do projeto em estados do Norte.

“No Nordeste, uma parte dos recursos já foi para a RNP [responsável pela iniciativa na região] realizar a primeira etapa, que está em fase de implementação. A outra parte dos recursos vai neste ano, de maneira que até o final de 2020 a gente terá implantado todo o trecho do Nordeste Conectado”, afirmou nesta terça, 10, o diretor do departamento de banda larga do MCTIC, Artur Coimbra.

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“A partir dessa implantação e do comissionamento da rede, a RNP começara a fazer acordos com empresas para estender ainda mais para o interior do Nordeste”, completou o servidor. Em outras ocasiões, o governo já sinalizou que pode leiloar ao mercado a capacidade excedente da infraestrutura em construção.

Norte
No caso do Norte Conectado, Coimbra reporta que o estudo hidrográfico do primeiro trecho da rota fluvial deve ser concluído ainda em março; ele deve interligar Macapá e Santarém (PA) . “A partir disso, conseguiremos encomendar a fabricação do cabo, de maneira que o início da implantação deve começar em agosto. A previsão é que até dezembro [o primeiro trecho] seja concluído”.

O diretor lembra que essa primeira etapa foi custeada em um esforço conjunto do MCTIC com as pastas da Educação, Saúde, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a bancada da região Norte no Senado. Nos próximos trechos, recursos do Gired e a restituição de valores atrelados à Operação Lava Jato são as fontes planejadas.

“Sobre os recursos do Gired [ou as sobras do processo de limpeza do 700 MHz], nós só estamos aguardando o posicionamento do Tribunal de Contas da União (TCU) sobre a legalidade e viabilidade do uso para essa finalidade. Assim que vier uma manifestação positiva, podemos fazer o restante do trecho”, afirmou Coimbra.

Lava Jato
Já valores restituídos ao governo no âmbito da Lava Jato podem custear a restauração do trecho Manaus-Coari (no Amazonas), uma vez que parte da rota fluvial remanescente do projeto Amazônia Conectada (entre as cidades de Coari e Tefé) foi danificada. O trabalho deve ser realizado pelo Exército.

“Em função de alguns recursos que foram restituídos após a Lava Jato, o governo vai recuperar esse cabo. Faz cerca de dois anos que houve rompimento por vandalismo no trecho Coari-Tefé. A ideia é que ele seja restaurado e que haja acompanhamento, pois quando há vazante do rio, muitos trechos ficam expostos. Por isso, temos que enterrar esse cabo”, reportou Coimbra.

(Teletime)

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