Alerta: Redes de celulares em São Paulo podem entrar em colapso

Carlos Duprat, diretor executivo do Sindicato das Teles, disse que demanda do 5G pode piorar a situação. Há vários pedidos de licenciamento de parados.

Na última quarta-feira, 26, um alerta deixou os moradores de São Paulo preocupados. De acordo com as palavras do diretor executivo do Sindicato das Teles, Carlos Duprat, há uma ameaça iminente de colapso nos serviços de telecom na cidade.

O grande motivo seria uma CPI na Câmara Municipal, que trava os investimentos em infraestrutura. Com a chegada do 5G, a demanda pode atropelar as atuais necessidades e os problemas se tornarão uma bola de neve.

“Temos a principal cidade da América Latina, com 1.200 processos de licenciamento com espera de dois anos. São Paulo está à beira de um colapso. Se a gente não instalar antena, o que vai acontecer: não poderemos garantir o aumento da demanda com a chegada do 5G”, disse Duprat.

A demora na autorização para instalação de antenas e a burocracia com o direito de passagem nas áreas rurais impede investimentos em telecomunicações no país.

Carlos Duprat esteve presente em um evento promovido pelo portal Tele.Síntese. Na ocasião, o executivo também alertou para a necessidade de ampliar a atração de investimentos com regras mais bem definidas.

Em 2015, a Lei Geral das Antenas contribuiu para que não fossem cobradas taxas das operadoras por usarem beiras de estradas nas zonas rurais e urbanas. Entretanto, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes entendeu que a regra não vale para áreas rurais.

Ao todo, Duprat alertou que há 1.200 processos de licenciamento em espera há dois anos. Se mais antenas não forem instaladas, a cidade não poderá garantir o aumento demanda provocado pela chegada do 5G.

O problema, inclusive, aumenta a desigualdade social ao impedir o acesso nas periferias de São Paulo. A Prefeitura tem prazo de 60 dias para autorizar a instalação de antenas.

Depois desse período, se não houver uma resposta, a permissão poderá ser concedida, de acordo com o que é previsto na Medida Provisória 881, de Liberdade Econômica.

Fonte: Minha Operadora

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