Roubos de cabos, fibras e equipamentos não deram trégua na pandemia

Os roubos de equipamentos de telecomunicações não diminuíram em função da Covid-19, lamenta o presidente da TelComp, João Moura. Segundo ele, as operadoras investiram na tecnologia para minimizar o efeito dos roubos como, por exemplo, a adoção dos chips nas caixas de emendas e nas máquinas de ferramentas de maior valor agregado, o que reduziu a ação dos criminosos, mas o roubo de cabos metálicos e fibra ótica – onde a tecnologia não tem ainda como ser usada – não cessou.

“Tivemos dois episódios em Porto Alegre e São Paulo bastantes significativos. As equipes de manutenção estão sob estresse. Eles são serviços essenciais e lidam com tudo na rua. O roubo para o serviço, desgasta o usuário, desgasta a operadora, desgasta todo mundo”, lamenta Moura. Com relação à tecnologia, o presidente da TelComp diz que o uso dos chips permitiu, ao menos, o rastreio e a recuperação dos equipamentos, muitas vezes em outros Estados.

Para Moura, o ecossistema usuário dos postes precisa agir. Ele lembra que as distribuidoras são donas dos postes, as operadoras têm de gerir a manutenção das suas redes e a polícia precisa impedir que os criminosos atuem. “O vandalismo tem um custo imenso para as elétricas, para as operadoras e para a sociedade”, reforça Moura, sem no entanto, quantificar esse valor.

No último estudo disponibilizado sobre o tema pelo SindiTelebrasil, em 2016, o roubo de cabos e rádios de Telecom custavam R$ 320 milhões ao ano às operadoras. O mercado negro é considerado o grande comprador dos equipamentos roubados, uma vez que o material é reciclado e reutilizado em diferentes mercados.

(Convergência Digital)

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